Daniela Pineu Oliveira

@Daniela_Pi

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Que todos os nossos dias sejam dias de total comoção pela beleza da Vida. Full Length Businessman Standing Business Space Business Finance And Industry Men
Atravessemos. Do outro lado há coisas que valem a pena serem vistas, há realidades que nos esperam com a ânsia de se esgotarem nas nossas múltiplas possibilidades de ação. Há probabilidades, portas abertas, tesouros desnudados, novas travessias. Atravessemos, que do outro lado há quem nos espere ainda sem saber. Cruzemos as passagens do que nos mantém na margem do que nos é casa, conforto e certeza. E poderá dar-se o caso de não haver nada do outro lado. Está tudo bem. Será sempre melhor do que o nada dos lados que escolhemos não atravessar. Museum Contemporary Art Holand Amesterdam EyeEm Best Shots Eyeemcitys City Art Culture Minimalism Politics And Government Standing Student Business Rear View Three Quarter Length
Das mil e uma formas de (não) estar. Painted Image Frame Architecture Close-up Art Museum Modern Art
Faço casa em tudo quanto passo. Tenho o hábito de me esticar confortavelmente nos lugares e nas pessoas como se fossem meus desde que me conheço, como se lhes soubesse os cantos já de cor, sem precisar de ligar a luz. Sei logo onde meter os sapatos. Entrego-me aos outros - lugares e gente, e lugares que parecem gente e gente que parece lugar - com a facilidade de quem já lá esteve. De quem sempre lá esteve. Não tenho vergonha - passeio de pijama onde quer que chegue. Ando descalça, espalho a maquilhagem na porcelana molhada do lavatório da vida. No final, o que resta é um sentimento de permanente saudade por todas as casas que tenho espalhadas e nas quais não é possível viver ao mesmo tempo. Holand Amesterdam EyeEm Best Shots Eyeemcitys City Cityscape Ckose Up Tree Architecture Close-up Urban Scene
Não estou bem certa para onde vamos quando nos perdemos de nós. Talvez algumas das vezes nem tenhamos, afinal, saído do caminho. Podemos apenas ter recuado uns passos, voltado ao ponto onde estávamos faz um tempo, e essa é talvez a forma mais triste de desencontro. Quando reconhecemos os recantos de um cenário que nos desencanta, e ainda assim, ali estamos, de volta aos caminhos que já achávamos ter cruzado, com uma certa vergonha por voltarmos ao mesmo. A vergonha do retorno. A vergonha da recaída. Évora  Portugaldenorteasul Portugal_em_fotos Portugal EyeEm Best Shots Portugaloteuolhar Portugal_lovers EyeEmNewHere EyeEm Gallery Eyeen Best Shots - Cityscape City Architecture Building Exterior Built Structure
Não acho que se aprenda a voar olhando. Não há nada de teórico na tarefa de abrir as asas e perde tempo quem, como eu (erradamente), insiste no eterno estudo aplicado das lições de voo. É coisa de ser aprendida lá no alto, fazendo, e sei disso como quem sabe das coisas mais óbvias. Ainda assim, permaneço sentada nos telhados desta vida, treinando os impulsos sem os concretizar, analisando o momento propício ao lançamento, estudando as direções do vento favoráveis ao abrir das asas, que nunca abro, por não estar pronta ainda. Ainda. Portugal Portugal_em_fotos Portugaldenorteasul EyeEm Best Shots Bird Of Prey Flying Architecture
Aprendemos a subestimar a segurança. Somos filhos pródigos da sensação de que nada nos acontecerá, que todas as guerras se travam nos quintais vizinhos, que estamos tranquilos na bolha de paz que nos envolve num abraço eterno. É de alguma sobranceria, esta confiança cega nas circunstâncias, de que sairemos ilesos do caos do mundo. City Life Cityscape Minimal Minimalism People City Portugaldenorteasul Portugal_em_fotos Portugal_lovers Portugaloteuolhar Portugal Oficial Fotos Colection EyeEm© EyeEm Best Shots EyeEm Gallery EyeEm Selects Futuristic Façade Architecture Building Exterior Built Structure
Tenho perfeita consciência de como sou egoísta no que toca a ter de lidar com o barulho dos outros. Sou impaciente e intolerante e custa-me ouvir sem reclamar por silêncio. Não são raras as vezes em que estou com ganas de pedir pausa, uns minutos de total e absoluta ausência de som, só para me pôr em ordem. Mas quando é a minha vez de fazer barulho, nunca me recordo de mim em silêncio. Nunca penso que poderão existir à minha volta pessoas com vontade de pausa, urgentes na ânsia de nenhum ruído. Por isso talvez o ruído que me incomoda seja, afinal, o eco do meu próprio som que incomoda outros, e assim há uma espécie de equilíbrio cruel (mas justo) nisto tudo. Portugal Portugaldenorteasul Portugal_em_fotos Portugal_lovers EyeEm Porto Portugal Oficial Fotos Colection EyeEm© EyeEm Best Shots EyeEmNewHere EyeEm Selects Skyscraper Window Business Finance And Industry Architecture Building Exterior Sky Urban Skyline
Onde fores, vai com calma. Vai na serenidade de quem não tem horas no bolso nem à flor da boca. Vai como quem não tem de chegar, se não quiser. Sê na vida como se é quando se está de férias eternas, sossegado, desligado do passar do tempo, e chegarás. Quando chegares, chega tranquilo e leve como quem não carrega senão flores ao cimo da pele, ao cimo das costas, ao cimo do ventre. A lua vai alta e a cidade estremece de vida - ruidosa, visível, rápida e inconstante como ela mesma. Mas tu estremeces de paz e sossego e luz, e adormeces no leito das vontades que podemos adiar para amanhã. Não, não temos sempre de chegar hoje. Urban Urban Lifestyle City Life Portugal Portugaldenorteasul Portugal_em_fotos Portugaloteuolhar Portugal_lovers EyeEm Best Shots EyeEmNewHere EyeEm Gallery EyeEm Best Edits Low Apartment Skyscraper Business Finance And Industry Sky Architecture
Somos tantos. No metro, na fila dos correios, a correr junto à praia. Somos tantos a beber um copo à sexta-feira à noite, com os nossos outros tantos amigos, a ver séries no sofá com as nossas outras tantas famílias. Somos mesmo, mesmo muitos. A achar que os nossos pais são os melhores do mundo, a achar que o nosso amor é o mais grandioso e indestrutível, que os nossos filhos são os mais brilhantes da classe. A lamentar que não há sofrimento mais doloroso que o nosso, que não há sorte mais azarada que esta que nos calhou, no meio de tantos. Podíamos ser menos, ou ainda mais, e continuaria a ser igual. Cityscape City Life Shadows & Lights People Portugal Montemoronovo Portugal_em_fotos Portugal_lovers Portugaldenorteasul Portugaloteuolhar EyeEm Best Shots EyeEmNewHere EyeEm City Shots EyeEm Selects EyeEm Gallery Low Photograph Closing Business Finance And Industry Social Issues Façade Conformity
Na realidade do dia à dia escondem-se as mais fotografáveis maravilhas. Talvez não precisemos rumar para lá de montanhas e vales, para as terras que nos oferecem paisagens de mão beijada, talhadas por deuses do bom gosto. Há muito que ver e guardar nos passos que damos sem pensar que os damos, muita viagem para fazer nos caminhos que percorremos sem os chamar de caminhos ou viagens. É em casa, na esteira do quotidiano dos dias, que se acumulam prenúncios de boas imagens, cenários invisíveis na sua grandiosidade de paisagem calada, ignorada à passagem. Olhemos. Dar-lhe-emos a atenção que merece. Sejamos turistas a caminho do supermercado. E no final, fotografemos com tanto carinho e admiração como alguém que não mora aqui. Deixemos, temporariamente, de morar onde moramos, para podermos olhar a nossa casa pela primeira vez. E que seja assim todos os dias. House City Shadows & Lights Cityscape City Life Minimal Portugaldenorteasul EyeEm Porto Portugal Portugal_em_fotos Portugaloteuolhar Portugal_lovers Portugal Oficial Fotos Colection EyeEm© EyeEm Best Shots EyeEmNewHere EyeEm Selects EyeEm Gallery City Business Finance And Industry Façade Architecture Building Exterior Sky Built Structure
Gostei sempre dos sítios velhos. Dos sítios atolados, plenos em tralha, em objetos sem valor de mercado e histórias. Há uma memória viva que neles cresce e rebenta nas paredes, como ervas daninhas. Ervas-danadas. É mais fácil encontrar pessoas e pedaços de passado no que já não é novo, na tinta que lascou, na madeira que ruiu, na sobreposição desordenada de objetos que já cumpriram funções na vida, do que na beleza cuidada do que está cá há pouco tempo. Vintage Vintage Store Antique Portugal Portugaldenorteasul EyeEm Best Shots EyeEmNewHere EyeEm Selects EyeEmBestPics EyeEm_abandonment EyeEm Architecture Building Exterior Built Structure This Is Aging
Li há dias que não existem pequenos atos de coragem. Se há medo, por mais disparatado que seja, ultrapassá-lo é sempre grandioso. Sempre digno de ovação de pé. Deviam ser condecorados os corajosos do dia-a-dia, os que matam aranhas, mesmo com arrepios à sua presença; os que deixam de dormir com luz, dando a cara ao medo do escuro; os que conduzem a suster a respiração nas entradas da auto-estrada. Quando o medo não vence, vencemos nós, e essa celebração deve ser sempre tão digna e exuberante que toda a gente no mundo deve saber: ali jaz um medo. Nasceu uma nova forma de estar, livre. Portugal Portugaldenorteasul Portugal_em_fotos Portugal Oficial Fotos Colection EyeEm© P3top River Riverside Rural Alentejo Nautical Vessel Harbor Beach Fishing Boat Fishing Fishing Pole
É na vulnerabilidade que nos vemos. Na exposição ao ridículo, no corpo despido, na desprotecção do que nos é casa. É aí mesmo, debaixo dos focos do que somos quando estamos nus do que devemos ser, que se torna clara a natureza do que nos faz nós. Human Hand Tree Christmas Decoration Christmas Red Holding christmas tree Celebration Close-up
Se pensarmos bem nisso, quão frágeis são as tábuas sobre as quais assentamos. Gosto de pensar que não olharemos para baixo para verificar. Aceitar que o chão é inseguro mas ainda assim caminhar, é a prova de sermos humanos, ridículos na nossa confiança inabalável no que nos mantém erguidos. Talvez seja uma questão de fé. Para uns, é deus que amarra as tábuas - sempre teve aquela queda pela carpintaria, dizem. Para outros somos nós mesmos: haverá dias em que teremos de descer do cais e cuidá-lo com as nossas mãos, ferramentas e vontades. Sinto-me sempre inclinada pela ideia de que sou eu mesma responsável pela estabilidade do chão que piso. Eu e os meus carpinteiros de serviço. Por isso caminho firme em terreno que oscila, consciente de que, em dias de tempestade, terei sempre mãos a mais para repor as tábuas caídas. Water Beach Sea Sky Architecture Cloud - Sky Built Structure
Hoje pensei em escrever sobre ti. Sobre como estás com um pé sobre a tua primeira grande encruzilhada, com os pais ainda na dianteira e comigo na retaguarda, da fotografia e da vida. Pensei em escrever como este registo é tão mais que uma família a caminhar por Évora fora, mas talvez antes uma família a caminhar pela vida fora, com os pais a guiar-nos, cada qual com a sua visão sobre o percurso a seguir - esquerda ou direita - e no fim chegarão a um acordo, porque é sempre assim, e virarão juntos. Na foto, como na vida, não se sabe se virarás com eles, ou se tomarás um atalho qualquer. Sempre foste muito senhora do teu caminho. O que é certo, é que para onde quer que viremos, encontrar-nos-emos todos juntos na praça da cidade. O destino seremos sempre nós. Full Length Men Young Women Women Rear View Walking Togetherness Architecture
A única certeza que temos, é a de que não há nada tão certo como isto: falharemos. Falharemos tão redondamente, tão estupidamente, tão cegamente que nos tingiremos de alto a baixo da cor da vergonha alheia, por termos falhado quando outros triunfaram em nosso lugar. (novidade: os outros falharão também, e ficarão com vergonha ao olhar as nossas vitórias.) Prometeremos. Prometeremos mundos e fundos, mudanças radicais, hábitos renovados, estratégias de elevação. E nem sempre cumpriremos. Seguiremos. Seguiremos os livros, os YouTubers, as dicas, conceitos, 5 passos para... E em tudo isso, em algum momento, falharemos. E às vezes sabe bem falhar no ciclo vicioso que é a busca do estar sempre bem. Dá-nos aquela vantagem deliciosa de quem não vai por aí: comer hamburguer na dieta, trocar uma tarde produtiva por séries palermas no sofá, dizer em bons pulmões "hoje eu não quero encontrar a minha luz interior... Quero só dormir até ao 12h." Falharemos. E por cada passo que falharmos, daremos 3 no caminho certo. E continuaremos. Architectural Column Architecture Built Structure Building Exterior
Há dias sobre os quais não se diz nada. Há um sossego nas palavras e nos gestos que empurra preguiçosamente as horas para um crepúsculo suave, morno e indizível. Nesses dias, somos mais corpo do que vontades, molemente adiados na urgência de ser. E assim vamos, serenos, na constância do tempo que se arrasta. Amanhã faremos. Amanhã falaremos. Porto Portugal EyeEm Porto Portugal_em_fotos Portugaldenorteasul Portugaloteuolhar Bare Tree Clear Sky Pixelated Sky Close-up
Não me esperem junto ao cais que chego tarde pela certa. É que o caminho até ao rio é pleno de coisas que merecem ser vistas, e por isso irei demorar-me até lá, bem sei. Há plantas que desconheço e que me esperam no encalço, balançando-se com mestria nas cordas do vento da manhã. Pararei para vê-las dançar, e com elas dançarei até me doerem os pés. Para o cais, levarei no cabelo o que delas me derem, por isso não chegarei sozinha. Não me esperem junto ao cais, porque no caminho há riachos atrevidos a rasgar a Terra em duas metades. Molharei neles os pés, com cócegas nas pedras, nos peixes e na corrente, e daí levarei a frescura nas roupas e entre os dedos. Não chegarei, pois, sozinha, quando vos encontrar junto ao cais. Pelo caminho há o vento e os animais, e o remexer das folhas, e o correr da água. Por isso, levarei também a música, a vontade de cantar e o perfume da Vida. Quando vos encontrar, junto ao cais, chegarei tarde e acompanhada, com o corpo todo a rir. Não me esperem junto ao cais, que chego tarde pela certa. Portugal Portugaldenorteasul Portugal_em_fotos Portugaligers Portugaloteuolhar Countryside Nature Boat Agriculture Sky
A casa dos outros raramente me passa despercebida. Não sei se assim será com toda a gente, ou só comigo, este fascínio de longa data pelo lado (in) visível dos lares que não me pertencem. Gosto de lhes adivinhar as vidas pela roupa presa no estendal, ou pela escolha dos cortinados. Perco-me em reflexões sobre o que poderá estar do outro lado, que livros guardam as prateleiras da sala ou que estação estará sintonizada no velho rádio-despertador. Não tenho o mínimo interesse em confirmar ou infirmar as minhas expectativas: o que realmente lá se passa não me diz respeito, nem a mim nem a ninguém, apenas as infinitas possibilidades do que imagino a acontecer por detrás das portadas da janela me encantam e me rendem à imaginação fértil sobre a existência alheia. Évora  Rural Home Window Portugal Portugaldenorteasul Portugal_em_fotos Portugaloteuolhar Portugaloteuolhar Cold Temperature Winter Drying Business Finance And Industry Roof Snow Sky Architecture Building Exterior This Is Family Summer Exploratorium
Para os mais atentos, tudo é um relógio. Até o quadro estático ao cimo das escadas marca nos ponteiros invisíveis a inevitabilidade da passagem do tempo. Nele se desenham, timidamente, os traços de uma mudança visível a olho nu - as calhas perdem a vitalidade e ganham aquele tom acre de tudo onde o tempo toca. Mas há também uma transformação que está para lá do óbvio, e que é a passagem do modo de olhar. Deixamos de ver o quadro como novo, abrilhantado no seu esplendor de novidade, e sem um momento certo para isso, passamos a pensá-lo como uma coisa que sempre lá esteve. Este é o segredo das coisas que contam o tempo, espremendo as horas em areias em pó: elas imprimem-se nas memórias como verdades a solo, inquestionáveis e imutáveis no sossego dos dias, mas no silêncio da noite, quando escutamos com atenção, é possível ouvi-las cantar baixinho a melodia dos minutos que se perdem no que já foi. Rural Agriculture People Storytelling Montemoronovo Portugal Portugaldenorteasul Portugal_em_fotos Portugal_lovers Portugaloteuolhar Campo Rural Scene House Home Home Interior King - Royal Person Home Showcase Interior AWARD Luxury Archival
Inquieto-me desde sempre com o que acontece no lado para o qual não me viro. Custa-me horrores aceitar que não podemos ver tudo, escolher tudo, tomar todos os caminhos e opções. Escolher implica sempre perder alguma coisa, e não saberemos nunca que coisa poderia vir a ser essa a que não escolhemos, na decisão ponderada de olhar para outro lado. Que vidas e aventuras acontecem para lá do mundo curtinho da nossa vista? Que realidades escondem as decisões que não tomamos? O único consolo é saber que, se tivéssemos escolhido o caminho contrário, isto seria o que estaríamos a perder. E seria uma grande, grande perda. Porto Light Cityscape Portugal City Life EyeEm Porto Storytelling Tree Walking Sky
Meu amor, somos todos espetadores plácidos e conformados do que poderíamos ter sido. Não há dia que passe sem pensarmos, cada um de nós, no que seríamos se não fossemos o que somos hoje, onde estaríamos se tivessemos apanhado boleia do sonho quando ainda não havíamos tomado a estrada para este destino. Estás agora no início do caminho e por isso trazes contigo a leveza arrogante de quem acredita que o percurso é a direito e sem tramas. Mas não é. O que te separa daquilo que queres são íngremes montanhas de realidade, riachos bravos de pragmatismo, temporais prolongados de necessidade e aceitação. E o caminho do sonho faz-se caminhando, às vezes por carreiros que dão voltas maiores do que esperas, às vezes por lugares que te cheiram a casa, e por lá te ficas (porque o destino muda sempre, até para quem sabe onde quer chegar), às vezes porque se desiste e não tem mal desistir, às vezes. Somos feitos dos nossos sonhos, mas também das realidades que escolhemos enquanto não chegamos lá. People City Portugal Books Bookstore Read Storytelling Storytelling Stories From The City
"Ensina-me a voar sobre os telhados." É um título de livro, mas poderia ser uma prece. Não acho que haja sentido mais importante para existência do que este: ter alguém que se envolva na tarefa de nos ensinar, com paciência, a voar sobre os nossos próprios telhados. Por isso quando tiveres tempo, lá para as 15h00 da tarde, quando sais para fumar um cigarro, ensina-me a voar sobre os telhados. Recapitula-me as regras básicas de levantar os pés do chão, a matemática simples de dar o salto, e faz comigo os exercícios para treinar o voo firme. Cat Fly Porto Minimal Minimalism Bird Sky Roof
Há qualquer coisa de muito importante numa sombra. A saber: uma espécie de lição projetada da realidade, matéria que não existe por si mesma, mas na esteira de uma outra coisa que há, não muito longe. Mas sombra não é cópia, é recriação viva. É ângulo reinventado sem saturação, com o poder descolado de não estar - a sombra desliza por aí, solta do que lhe dá corpo, parcialmente livre na dependência. Dá-se ao sol e por isso do sol recebe a permissão simpática de estar por lá, sem realmente lá estar. Porto Shadow Shadows & Lights City Life Cityscape Agriculture Beach Sand Close-up Sky
Meu jovem, as casas engolem-nos. Podes tentar achar que és tu quem a possuis, que são tuas as paredes porque as pintas quando queres, que te pertencem as janelas pois foste tu quem lhes escolheu os acabamentos, que é teu o chão ladrilhado porque o pisas todos os dias. Mas enganas-te. É a casa que te possui a ti, e sabê-lo-ás um dia que tenhas de a deixar para trás e ela te puxar de volta. Nunca se muda verdadeiramente de casa, apenas de cenário. Por isso às costas levas a tua casa de hoje, a de ontem, a casa dos teus pais e a dos teus avós, e tantas quantas casas achaste que foram tuas, quando na verdade, ao fim e ao cabo, eras tu delas. Porto Light Building Exterior Roof Architectural Feature Architectural Design Architectural Detail TOWNSCAPE
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